“Tenho orgulho de ser vinculado à Faculdade Santa Casa de São Paulo e à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo”

Dr. Tsutomu AokiEsta declaração é do Dr. Tsutomu Aoki, professor adjunto de Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, que também atua como presidente da Comissão de Ética Médica da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Chefe da Clínica de Infertilidade Conjugal da Santa Casa de São Paulo. Em entrevista ao Conectar, o Ex-Santa, fala sobre sua formação na Instituição de ensino e como o conhecimento adquirido é aplicado em sua carreira como professor e médico.

Conectar: O que o senhor pode relatar de sua graduação na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP?
Dr. Aoki: Ingressei no curso de Medicina, em 1966, e me formei em 1972, na turma V. Tinha o sonho de ser médico e a Instituição me forneceu todos os subsídios para concretizá-lo. A Faculdade vinha com um projeto inovador, em que o aprendizado era realizado junto ao paciente. Foi a primeira a instituir o regime de internato para o quinto e sexto ano. Essa foi umas das razões da minha escolha, além, claro, de considerar a tradição da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Conectar: O que motivou o senhor a escolher o curso de Medicina?
Dr. Aoki: Quanto eu era adolescente li um livro chamado “A Cidadela”, do autor Archibald Joseph Cronin, que relatava a história de um médico que se formou em Londres e foi para o Norte da Grã Bretanha para trabalhar no campo. Como sou da cidade de Lins, localizada no interior de São Paulo, sempre me imaginei que como médico, na Faculdade Santa Casa de São Paulo, poderia aprender tudo sobre a área, retornar ao campo e trabalhar pela comunidade. Não fui para o interior, mas trabalho como se tivesse ido, em tempo integral na nossa Santa Casa.

Conectar: Como era atuar em uma época em que não existiam grandes recursos tecnológicos?
Dr. Aoki: Imagine que em 1972, ano de minha formatura, não existia nem ultrassonografia, cujo primeiro aparelho chegou a São Paulo no ano de 1973, nem ressonância magnética e endovascular. Iniciava-se a endoscopia ginecológica – laparoscopia, histeroscopia e salpingoscopia que, a partir de 1985, viria a ser a videoendoscopia, utilizada até os dias de hoje. Nessa época fui convidado a trabalhar na infertilidade conjugal. Ao longo desses 40 anos de carreira, tive a oportunidade de realizar quase todos os tipos de cirurgias de infertilidade e reprodução assistida, tendo o privilégio de acompanhar toda a evolução desse setor médico.

Conectar: Como é ser professor de uma Instituição em que o senhor foi aluno?
Dr. Aoki: Eu adoro estar em contato com os alunos e dividir com eles o que eu aprendi na Faculdade e em minha carreira. Quero reforçar que o atendimento médico não deve ser restrito somente do ponto de vista físico, mas também do emocional, do social e do espiritual. Eu estimulo os meus alunos a terem uma visão holística do paciente para o diagnóstico e conduta terapêutica. É assim que eu enxergo o exercer da Medicina. Tenho muito orgulho de ser vinculado à Faculdade Santa Casa de São Paulo e à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Conectar: Qual mensagem o senhor gostaria de deixar aos alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP?
Dr. Aoki: Amanhã, serei cuidado por esses alunos, no sentido genérico. Todos eles devem ter a consciência de que estão em uma das melhores Faculdades do país. Para vencer na carreira, só depende da vontade individual, com dedicação total aos estudos, aos pacientes, especializando-se e ter paixão pelo que faz.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 12, em 5/3/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br

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